# 20. Você anda tendo uma vida intencional ?

Você anda tendo uma vida intencional ?

Como eu disse no post “Pegando pesado em um trabalho que não importa”. Sobre correr atrás de um sonho que não é nosso. E queria falar mais um pouquinho sobre esse tema.

Muitas pessoas falam sobre o consumo exagerado e o combate desse consumo. Isso traz sustentabilidade, o meio ambiente agradece. O mundo agradece e sociedade agradeceria. Mas porque é tão difícil ser sustentável ou ser minimalista?

Acredito que tem muito a ver com a carga psicológica que sofremos no dia a dia. E com os desafios que temos que passar. São muitos tantos e tem aqueles que inventamos. No final das contas nos deparamos em uma vida não intencional.

Muitas vezes para nos auto afirmarmos temos que consumir coisas, com as redes sociais, não acredito que essa necessidade tenha aumentado. Somos os mesmos humanos, mas acredito demais que ela tenha se diversificado. Por exemplo, você pode achar qualquer conteúdo disponível no You Tube, um DIY para qualquer coisa hoje em dia. Isso é ótimo. Mas vê o quanto ela leva a gente a não ter uma vida funcional.

Por exemplo, a minha família nunca tive uma ligação tão forte com arte, até a minha geração. Eu e meu irmão na nossa infância descobrimos um curso de desenho. Esse estímulo com a informação disponível desencadeou a vontade de fazermos outras coisas sobre arte. Aprender diversos instrumentos, a pintar. Até livros já escrevemos. É ótimo, não é?

Mas também gera um grande tensionamento. Não sabemos mais apreciar a arte. Apreciar só por apreciar. Ficamos num looping de produção de arte. E realmente podemos fazer qualquer coisa. Aprender qualquer instrumento, ou escrever qualquer tipo de livro. Montar qualquer tipo de empresa. Mas será que é isso que realmente nos faz feliz?

No caso das artes posso falar que sim! Amamos isso, é nossa válvula de escape. Mas será que aquela viagem que você está querendo fazer, ela é realmente intencional?

Ou o curso de línguas que você quer fazer?

Indo para o lado de entender a intencionalidade das coisas, será que você está descarregando uma falta em produtos, consumindo coisas? Eu tinha (tenho) a mania de comprar pranchas de surf. Já tiveram inúmeras pranchas que eu comprei e nunca usei. Tenho uma zerada, no momento!

Espero que não compre uma tão cedo, percebi que a compra das pranchas não está alinhada com o que eu quero hoje. A compra de pranchas não estava sendo intencional. E agora me policio para não entrar nesse ciclo de consumismo de novo.

Mas para isso, tenho que responder algumas perguntas. Para descobrir o que é realmente importante para minha vida.  

  1. O que quero realizar com minha vida intencional?

Acredito para viver uma vida intencional, em qualquer área, requer uma resposta a esta pergunta acima. Qual é o objetivo da minha vida? O que desejo realizar com isso?

Não desista desta questão pensando que você precisa de todos os detalhes dela respondidos, mas uma direção geral é importante. Quais 3-4 coisas boas você mais deseja realizar neste mundo? Pode estar relacionado à sua fé, sua família, seu trabalho, sua paixão ou qualquer combinação deles.

  • O que preciso para cumprir esse objetivo?

Aqui você vai listar os recursos, tempo, relacionamentos enriquecedores. Também pode exigir um certo nível de treinamento, educação ou atributos pessoais.

  •  O que está atrapalhando esses objetivos?

Aqui pode listar o que você normalmente faz e que não faz por conta desse objetivo.

Os itens dessa lista podem estar ativamente impedindo você de alcançar seu objetivo ou apenas distraindo-o passivamente dele. Aqui você botar aquela compra que você fez e que não precisava. Na minha lista entrou “comprar pranchas de surf”

  • O que me levou a permitir coisas em minha vida que não contribuem para esse objetivo?

Aqui vale uma reflexão bem intensa. Tem que se observar mesmo, ir lá no fundo. É muito importante olhar a sua vida como um todo. Pode buscar lá na infância. Tem muita coisa na infância vagando pela nossa vida adulta.

  • Quais etapas devo seguir para removê-los?

Depois de identificar seus objetivos na vida, as distrações que o impedem de atingir esses objetivos e as razões para eles, você pode começar a fazer um plano para remover essas distrações.

Aqui vale tudo, eu gosto de ser bem pragmático e nada otimista. Por exemplo, se o meu objetivo é gastar menos no cartão de crédito. Ao invés de me enganar que vou, por livre e espontânea vontade, para de gastar. Ou eu baixo meu limite ou cancelo o cartão de crédito.

  • Com que frequência preciso reavaliar o rumo da minha vida?

Eu fazia planos anuais, aqueles que todo mundo faz no começo do ano? Mas comecei a sempre dar uma olhada nesses planos mensalmente. Sempre lembra para onde a gente tem que ir.

A prática que eu estou tentando adotar é fazer umas perguntas antes de fazer as coisas. Buscando se aquilo tem intencionalidade. Se aquilo vai ao encontro das coisas que eu realmente acredito.

Não se cobre ao ponto de pirar, e não deixe de se cobrar ao ponto de desistir. Acho que esse é a grande dica. Como ouvi quando era pequeno em uma música:

“More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer. “

Não se engane jogando a sua falta de planejamento e disposição em “ah mas se eu não conseguir realizar o que eu quero tudo bem” o realizar não é tão importante o quanto ter certeza que deu o melhor para realizar.

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